Comandantes Gerais da Guarda Fiscal e Comandantes da Brigada Fiscal
O cargo de Comandante Geral da Guarda Fiscal, estabelecido pelo decreto de 9 de Setembro de 1886, que reorganizou o Corpo da Guarda Fiscal existente desde 17 de Setembro de 1885 conferindo-lhe um cunho mais militar, passou a ser desempenhado por um oficial com a patente de tenente-coronel ou coronel do Exercito, com direitos semelhantes aos dos diretores gerais e na dependência do Ministro da Fazenda.
Por decreto de 16 de Setembro do mesmo ano foi nomeado o primeiro Comandante Geral da Guarda Fiscal, o tenente coronel do Estado Maior de Artilharia Elyseu Xavier de Sousa e Serpa, Este oficial foi também nomeado, em 1887, para o desempenho cumulativo do lugar de Administrador Geral das Alfândegas e Contribuições Indiretas.
O decreto de 21 de Abril de 1892, que remodelou os serviços aduaneiros e manteve a organização militar da Guarda Fiscal, extinguiu o cargo de Comandante Geral passando esta Instituição a ser comandada pelo Diretor das Alfândegas e Contribuições Indiretas quando este cargo fosse desempenhado por um coronel ou oficial general do Exército. No caso de assim não suceder, o comando seria desempenhado pelo chefe da 2.ª repartição da mesma Direção Geral, que passou a ser um oficial superior do Exército.
Por reforma dos serviços aduaneiros de 30 de Dezembro de 1892 foi extinta a Direção Geral e criada em sua substituição a Direção Superior dos Serviços Aduaneiros e Contribuições Indiretas. As disposições relativas à Guarda Fiscal foram mantidas, determinando-se ainda que o cargo de diretor da 2.ª repartição da Direção Superior poderia ser acumulado com a de Comandante Geral da Guarda Fiscal. 
No entanto por despacho de 31 de Dezembro do mesmo ano foi o General de Divisão Elyseu Xavier de Sousa e Serpa, antigo Diretor Geral das Alfândegas, nomeado Presidente do Conselho Geral da Direção Superior dos Serviços Aduaneiros e Contribuições Indiretas e ao mesmo tempo Comandante Geral da Guarda Fiscal. Faleceu em 22 de Fevereiro de 1903.
Em 1901, decreto de 24 de Dezembro, foi extinto o Comando Geral da Guarda Fiscal e também a 2.ª repartição da Administração Geral das Alfândegas, subsistindo a Guarda Fiscal com a composição que então tinha, mas na dependência direta da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra no que respeitava a instrução militar, administração de pessoal, disciplina e Justiça, ficando subordinada à Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda na parte referente ao serviço especial de policia fiscal.
Em 1911, por decreto de 27 de Maio a Guarda Fiscal, a Guarda Fiscal foi reconduzida para o Ministério das Finanças, por ter sido reconhecido que as suas funções específicas se encontravam ligadas e dependentes deste Ministério. Não foi porém restabelecido o seu Comando Geral, o que apenas veio a acontecer em 31 de Dezembro de 1928 com o Decreto 16398, ficando o seu Comandante Geral, Coronel de Infantaria, com os mesmos direitos que os Diretores Gerais do Ministério das Finanças.
Neste período, 1911 a 1928, a coordenação e direção dos assuntos referentes à Guarda Fiscal no âmbito do Ministério da s Finanças foi desempenhada por oficiais superiores do Exército, que desempenharam cargos de Chefes da Repartição Superior da Guarda Fiscal e de Secretário Geral, ambos na dependência direta do Ministro das Finanças.
Desempenharam sucessivamente estas funções os Coronéis de Infantaria André Joaquim de Basto, João António Cochado Martins, António Baptista Justo e João Estêvão Águas, que foram incluídos na Galeria de Comandantes Gerais apresentada.
Após o restabelecimento do Comando Geral da Guarda Fiscal em 1928 o primeiro Comandante Geral foi Coronel de Infantaria António Baptista Justo que já tinha desempenhado as funções de Chefe da Repartição Superior.
Em 1931, pelo decreto n.º 19428 de 4 de Março o Comando da Guarda Fiscal passou a poder ser atribuída a um oficial general. O General Alexandre José Malheiro foi o primeiro oficial general nomeado Comandante Geral da Guarda Fiscal nesta fase.
O último Comandante Geral da Guarda Fiscal foi o General Hugo Manuel Rodrigues dos Santos que exerceu o cargo desde 1 de Outubro de 1986 a 23 de Outubro de 1982.
Em período de extinção o cargo foi desempenhado pelo Brigadeiro José da Silva até 26 de Junho de 1993. Este oficial foi o primeiro Comandante da Brigada Fiscal.
O cargo de Comandante da Brigada Fiscal, do antecedente atribuído a um oficial superior com a patente de Coronel, passou a corresponder ao nível hierárquico de Major General pelo disposto no art. 1.º do decreto-lei n.º 188/99 de 2 de Junho que alterou o disposto no artigo 193.º do Estatuto dos Militares da GNR.
O último Comandante da Brigada Fiscal foi o Major General Samuel Mota de 3 de Março de 2006 a 6 de Novembro de 2007, data da sua extinção.